Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas
SCEP

Os 16 anos da SCEP e os desafios de todos nós

Hoje, nossa crônica será diferente; será histórica. Neste mês de abril, mais precisamente no dia 20, nossa Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas (SCEP) completou 16 anos de fundação.

Já saímos da puberdade e entramos na adolescência e logo chegaremos à juventude, com a responsabilidade e experiência de uma senhora adulta. Foram tantas flores plantadas ao longo do caminho que percorremos que hoje muitos jardins já são prósperos, visíveis e fecundos.

São 16 anos de organização, escrita, poesia, encontros, contos, contações, crônicas, descobertas e experiências que permanecem sendo construídas nos braços de cada associado e simpatizante do nosso trabalho.

Ainda há muito a ser feito, temos muitos sonhos a se concretizar: ter a nossa sede própria; montar nossa biblioteca com obras de todos os poetas e escritores cabedelenses; resgatar e descobrir velhos e novos talentos na poesia e na literatura. Enfim, o caminho ainda é longo, mas quanto maior, mais flores a serem espalhadas.

Como dissemos no início, este é um daqueles textos especiais, para guardar na memória da nossa história, como legado de como começamos e aonde já chegamos. Aqui deixamos o registro aos pioneiros: Wellington Costa, Alexandre Oliveira, Gracinha Fianca, Aleginalda Maciel, Antônio Muniz, Vandicleia Santos, Milson Teixeira, Josimar Cardoso, Roseleide Farias, Fátima Peixoto, Diná Fernandes, Maria José Chaves, José Pereira, Tadeu Patricio, Valdenice Cardoso, Heretiano Henrique Pereira, Paulo Peixoto e os que chegaram depois para enobrecer a entidade: Jacira Pereira, Fernando Aquino, Gerusa Guedes, Edvaldo Nunes, Sandra Flor, Gilberto Silva, Judite Ferreira, Ione Ribeiro, Vitória Kely, Maria das Neves Sales Pereira, Élio Pimenta e tantos outros entusiastas que contribuem com a nossa entidade.

É bom destacar que o movimento associativo não é fácil, ainda mais numa era em que boa parte da sociedade parece caminhar para a inércia diante da poesia, da literatura e das artes. A banalização das redes sociais ganha um espaço maior que a capacidade de pensar, produzir, de se aglomerar em meio a ideias e produções. Pelo contrário, a sociedade obliterada por tudo isso caminha para um ambiente cada vez mais solitário e afetivamente improdutivo.

É neste meio que reluz a Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas, como um Farol da Pedra Seca à Miramar, numa missão Formosa, onde o Intermares do verso surge como um broto, uma Ponta de Mato regado pelas águas salobras de uma Camboinha, a alimentar um gênero literário tão importante, um Poço de saber elevado em uma Ponta de Campina de onde se pode ver a beleza das palavras geradas por seus membros, que a tornam um Monte Castelo de conquistas e vitórias.

Durante sua trajetória, muitos foram os desafios enfrentados, desafios estes que lhe exigiram reerguer-se e reestruturar-se para poder tornar seus passos mais firmes, fortes e decisivos. Assim, sofremos juntos as mesmas angústias e vicissitudes, porque seus passos são os passos de todos nós associados e simpatizantes, e nossos caminhos poético-literários, ela (a SCEP) os abre. Também com a SCEP nos alegramos juntos, porque os horizontes dos versos, ela os alarga, para vislumbrar o mesmo céu, sentir a mesma esperança, viver o mesmo amor e abraçar a mesma vida em versos e prosas. Parabéns a todos os que, de alguma forma, contribuíram e/ou contribuem para esta caminhada e amadurecimento de contos e crônicas, de versos e de livros. Congratulações à Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas e que venham novos desafios, por que obstáculos? ah! esses são os desafios de todos nós.  Que venham outros 16 anos!