A poesia nordestina nunca mais foi a mesma, desde que descobriu o inconfundível e característico talento do cordelista e poeta Severino de Andrade Silva, mais tarde conhecido simplesmente como Zé da Luz.
O poeta, das terras nordestinas, nascido em 1904 na cidade de Itabaiana, se estivesse vivo, teria completado 121 anos no dia 29 de março.
A poesia de Zé da Luz, não é aquela das tribunas acadêmicas, ela entra nas casas e no imaginário das pessoas que, através dos seus versos, reveem o panorama da sua terra nordestina, as características, os traços, o gosto e até o cheiro da terra.
Os versos do poeta itabaianense, são declamadas de cima de um cavalo, às feiras livres; do matuto sentado numa porteira a um pescador arrancando caranguejo na lama dos manguezais; ela não tem fronteiras. A combinação de cada palavra com seus versos e rimas, cria um elo de nítidas recordações, fazendo com que o nordestino visualize toda a sua trajetória de vida e reviva o nordeste da sua infância “em carne e osso”.
As poesias de Zé da Luz são fortes, pulsantes e imortais, porque não são dele, ele as tomou emprestado da boca, do coração e do sentimento do povo nordestino e lapidou-a em versos cantados com o sentimento de quem ama e conhece sua terra. Quem mais compararia o sol se pondo, com um “grande chapéu de couro na cabeça do infinito”?
Consagrado no folheto, no verso e na cantoria, Zé da Luz também exibiu força em sua poesia, tendo sua obra consagrada erudita e o reconhecimento de escritores como José Lins… LEIA MAIS
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