As festas juninas estão para os nordestinos, assim como o Carnaval está para os cariocas e paulistas. São eventos que além de preservar nosso legado cultural, também gera alternativas para quem busca uma oportunidade de ser inserido no mercado de trabalho.
Enquanto o comércio, em geral, no Nordeste, comemora o aumento do seu faturamento com a gastronomia, folclore impulsionados pelo turismo, muitos trabalhadores veem na realização das festas realizadas no decorrer do mês de junho, a oportunidade de trabalhar, mesmo que seja em postos de trabalho com tempo limitado.
Em Campina Grande, por exemplo, além da geração de novos postos de trabalho, a rede hoteleira, transportes urbanos e interurbanos, indústria têxtil através das costureiras e até decoradores e cozinheiros, também são beneficiados comum a fatia do bolo econômico que impulsiona o desenvolvimento social e econômico.
Além da Paraíba, tanto Pernambuco, Ceará, Alagoas, é o Maranhão, São os principais estados nordestinos onde as tradições das festas juninas são preservadas há séculos, sempre mantendo a sua originalidade.
Há cada ano, graças a popularização das festividades da época cujo propósito é comemorar o dia de Santo Antônio, São João e São Pedro, através dos veículos de comunicação de massa, principalmente na televisão e nas redes sociais, essas festas de cunho religioso e profano, tem chamado a atenção, não só de turistas nacionais, como também de turistas estrangeiros.
Para isto, os órgãos públicos municipais e estaduais da maioria dos estados do Nordeste, tem investido pesado para proporcionar a urbanização e locomoção, em particular nas cidades onde as festas juninas tem maior projeção, a exemplo de Campina Grande, Caruaru, Fortaleza, Natal e São Luís.
Apesar destes investimentos, muita coisa ainda são necessárias serem feitas para atender as necessidades de pessoas especiais como: cadeirantes, demais deficientes físicos, intelectuais e visuais.
Para isso, se faz necessária a criação de políticas públicas voltadas não só para impulsionar a preservação da cultura popular do Nordeste, como também para oferecer mais conforto para as pessoas com necessidades especiais de modo geral.
Foto: Secom – Cruz – BA.
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